segunda-feira, 1 de maio de 2017

13 Reasons Why e A Baleia Azul

Boa noite pessoas lindas! Estou assistindo àquela série que conta os motivos que levaram uma adolescente a tirar a própria vida e me pego pensando na loucura que o mundo se transformou em coisa de duas ou três décadas. Como o ser humano evoluiu no que diz respeito às relações humanas.
Na minha época já existia o que hoje chamamos de "bullyng". Quem nunca foi chamado de pata choca, quatro olhos ou baleia fora d'água? Quem nunca sofreu um comentário maldoso ou foi vítima de algum tipo de brincadeira sem graça? E houve até quem apanhou do valentão da escola ou teve que dar sua merenda para um outro aluno maior ( meu irmão João que o diga ). Só que ninguém nunca cortou os pulsos com Gillette (literalmente) por causa disso, muito menos perdeu tempo procurando nomear o que não, talvez, não dávamos tanta importância. E sabem por que? Porque naquela época tínhamos amigos de verdade e fazíamos parte de uma família. Não costumávamos ligar, nem passar mensagens ou curtir fotos das pessoas que gostávamos; íamos até elas, batíamos na sua porta e  conversávamos, falávamos sobre nossos problemas, sobre o que sentíamos e, como se sabe, falar cura dores espirituais...
Hoje estamos cada vez mais isolados. A família já não faz mais as refeições reunida à mesa e, quando o faz, já não há conversa, pois estão cada um com o seu maldito smartphone. Canso de ver esta cena se tornar  cada dia mais comum, infelizmente. Somos seres com milhares de amigos nas redes sociais e nenhum confidente no mundo real. Não é a toa que a depressão é o mal do século. Muitos são os que morrem por causa desta doença da alma.
Os jogos são virtuais, as amizades são virtuais  e até o sexo é virtual ( e há quem diga que o virtual é melhor que nenhum ). O que é real é a solidão, e não fomos feitos para viver isolados - nossa espécie, assim como muitas outras, foi feita para viver em grupos, desde o início sempre foi assim. Necessitamos do outro, de um outro para ser feliz. O ser humano não consegue ser feliz sozinho, principalmente na adolescência, fase em que costumamos superdimensionar a existência e precisamos nos sentir aceitos por um grupo, temos o desejo ( mais do que nunca ) de interagir, de ter contato com gente. É na adolescência onde temos mais necessidade de nos abrir com alguém, afinal estamos vivenciando muitas dúvidas inerentes á esta fase tão incerta - já não somos crianças, tampouco somos adultos. Eita crise existencial!! E a maldade, a involução humana chegou a tal ponto que chegou até nós este jogo bárbaro que faz garotos(as) tirarem a própria vida.
Sinto lhe dizer, mas o problema não está na baleia, seja ela de que cor seja; o problema está em nós, no que priorizamos. Priorize ser pai, ser mãe e, sobretudo, ser amigo do seu filho. Sente, converse, procure conhecer a pessoa que Deus colocou sob os seus cuidados. Busque saber quais são seus anseios, seus sonhos e seus medos - estes são dinâmicos e estão sempre mudando, mudando, mudando... Não tenha vergonha de mostrar que também tem seus medos, mostre suas fraquezas, deixe que seu filho perceba que você é humano, é gente e já passou por tudo o que ele está passando, porque já foi adolescente também.  E, o mais importante: jamais, mas jamais deixe que se passe um dia sem que ele saiba o quanto o ama,  o quanto é importante para você. Diga isso todos os dias e, embora ele vá dizer que você é chato, piegas e bobo, ele se sentirá capaz, porque uma pessoa amada se torna forte, porque nada é maior que o amor. E o amor é a única força capaz de mudar o mundo. Acredite!










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