quarta-feira, 3 de junho de 2015

Esta semana circulou nas redes sociais a imagem de uma funcionária do Mc Donald's, ajudando um cadeirante a tomar sorvete. O fato aconteceu em Minas Gerais e foi registrado por alguém que se sensibilizou com a cena.  Acabou virando reportagem de diversos sites. 
É maravilhoso ler uma reportagem como esta e ver que ainda existem pessoas capazes de praticar solidariedade e amor em um mundo cada vez tão mais egoísta. E é importante os veículos de comunicação veicularem notícias boas, porque só vemos violência, corrupção e idiotices da vida de celebridades relâmpago - "os famosos quem!?". O mundo está carente de boas ações, de boas novas, de gente boa, de gente do bem. E as empresas estão carentes de bons funcionários. 
É tão bom ver gente nova praticando coisa boa e atendendo bem o cliente. Conheço tanta gente que ganha milhares e trabalha com uma má vontade que enoja. E conheço outras tantas que são movidas pelo dinheiro - é o dinheiro que as fazem levantar da cama. O Mc Donald's paga uma merreca, é o tão famoso "primeiro emprego". E falo isso com conhecimento de causa, pois o meu mais velho trabalhou no Mc. No entanto, a funcionária foi além da sua função e nos deu o maior exemplo de empatia ao se sensibilizar da situação do cadeirante a tal ponto de ajudá-lo a tomar o seu sorvete. Quantos de nós faria tal ato? Quantos de nós seria capaz de demonstrar gentileza para com o próximo a ponto de fazer com ele o que gostaríamos que fizesse a nós mesmos? Quantos de nós, estando no exercício da função, iria além para tentar resolver - de fato, o problema da pessoa que usa os nossos serviços? A imensa maioria se limita a pouco, muito pouco, afinal não ganha para isso. E, se não sou pago, simplesmente não faço, pois não é minha obrigação. Infelizmente muita gente, que se diz boa, pensa e age assim.
Hoje o juiz de uma outra vara - aliás, uma pessoa a quem tenho o maior respeito e admiração, colocou cartazes se referindo ao cidadão como excelência. E, de fato, o cidadão teria que ser a excelência quando chegasse a um órgão público, em pleno exercício da sua cidadania, mas infelizmente isso não acontece nos órgãos públicos e, tampouco  nos estabelecimentos  privados, pois muitas vezes somos tratados com indiferença por servidores ou vendedores - quando buscamos algum tipo de bem ou de serviço. Seja no setor público ou privado o que presenciamos na imensa maioria das vezes são pessoas pouco ou nada treinadas para atender o usuário ou cliente. 
E engana-se quem pensa que isso acontece somente no Brasil. Uma vez fui muito mal tratada em uma loja da operadora de telefonia TMN no Shopping Almada em Setúbal, Portugal. Sim, amores, na Eu-ro-pa. Pasmem! Confesso que tive o prazer de descer do salto e rodar a baiana em terra de Camões. 
Sempre aconselho que se a pessoa não gosta do que faz, procure estudar, se qualificar e procurar algo que dê prazer, porque a vida é muito curta para passarmos metade dela fazendo o que não gostamos simplesmente pelo dinheiro. Ninguém merece isso! Seria melhor vender xibiu na esquina ou cortar os pulsos com gillette a fazer o que não se gosta, o que não se tem tesão.
Que esta garota mineira nos sirva de exemplo  para a  nossa vida - pessoal e profissional. Não importa qual o seu cargo, qual sua função, o que importa é a forma como se executa - o homem dignifica o trabalho e, nunca foi ao contrário.
Um xero!

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