quinta-feira, 20 de março de 2014

Dia do Consumidor

Ontem foi o Dia do Consumidor e houve uma chuva de ofertas na internet - o que eu recebi de ofertas no meu e-mail não está no gibi, um Real por cada anúncio e a Titia estaria milhardária!!!
Acontece que o consumidor brasileiro precisa de boas ofertas, mas também precisa de muito respeito, pois pagamos caro pelos produtos que consumimos, pagamos um dos impostos mais caros do universo e quando precisamos de um pós venda, na imensa maioria das vezes, somos desrespeitados. Aliás, somos desrespeitados todo o tempo - basta comparar a Black Friday americana à nossa versão tupiniquim, a Black Fraude (escrevi um post aqui no blog).
Vou narrar uma história que aconteceu comigo para que vocês tenham a noção do que acontece: 
Aqui em casa temos dois televisores, mas nenhum com acesso à internet e, como assinei a Netflix, precisava de um que acessasse. Fui até a loja Magazine Luiza e conversei com o vendedor, expliquei a situação e ele me vendeu um aparelho da Sony me garantindo que tinha acesso à internet, bastava conectar ao roteador. Comprei o aparelho, passei em uma loja especializada e comprei também o cabo para instalá-lo e me deliciar com Criminal Minds, Dexter e Bob Esponja.
Gentem!!! Qual não foi minha surpresa ao chegar em casa e não conseguir conectar a tal tv à internet!!! Fuçava, fuçava e nada... De cara pensei que a culpa foi minha, pois sou uma burra ao cubo  quando se trata de tecnologia. Chamei o meu mais velho e pedi que me ajudasse. Ele tentou, tentou e não conseguiu. Chamei um técnico especializado, paguei visita, instalação e fiquei pasma quando ele me disse que o meu aparelho lindo de morrer não tinha conexão à internet, só através de um mobyle, ou seja através de outro aparelho como um notebook ou um smartphone (não tenho note e o meu Moto G não é compatível).
Voltei à loja e o vendedor fez um pouco caso tão grande da minha pessoa que eu me senti a piorzinha. Falei com a gerente e ela  nem olhou na minha cara, nem me ouviu e já me disse que foi um arrependimento de compra. A vontade que tive foi de cortar meus pulsos com gillette,  mas ao invés de sujar tudo com meu sangue azul, simplesmente falei que iria procurar a justiça, ao que fui incentivada pela nobre senhora.
Foi exatamente o que fiz, liguei para o meu advogado, juntei todas as provas: recibo e laudo do técnico, nota fiscal de compra e as especificações técnicas do aparelho, além da fatura do meu cartão comprovando o meu vínculo com a Netflix - motivo que me levou a adquirir o bendito aparelho, além do RG, CPF e comprovante de residência (tudo no pen driver em pdf). O advogado fez o pedido material, além de danos morais, porque o vendedor usou de má fé ao vender o produto sabendo que o mesmo não atendia às minhas necessidades e pelo destrato do vendedor e também da sua gerente.
Entrei com a ação através de um advogado, porque já tenho um de confiança e não quero ter preocupações com processos, ele que se preocupe( afinal estudou para isso), mas este tipo de ação não é necessário que a parte autora constitua advogado, só quando a causa ultrapassa o valor de 20 salários mínimos.
Às vezes a forma como você fala é tão ou mais importante do que o que você fala e em muitos casos, o destrato e o desdém é bem mais humilhante que o maltrato e eu fui destratada na loja. Numa hora desta a pessoa se sente lesada e, se não existisse o Código de Defesa do Consumidor eu estaria totalmente desamparada. Mas aprendi a lição e na tal loja não compro nunca mais, nem que eu tenha que pagar um pouco mais em um concorrente.

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