terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Passam das duas da manhã e eu não consegui pregar os olhos. Ano passado eu fiz um post onde falei sobre o câncer - meu pai e sua única irmã tiveram esta doença e eu sempre soube que teria chances de desenvolvê-la, entretanto nunca dei muita pelota para isso. Claro que faço meus exames e sempre tive um cuidado acima da média com minha saúde.
Acompanhei o sofrimento de uma amiga até o final e, se tivesse um pior inimigo, nem a ele eu desejaria o que eu vivenciei. É muito cruel! Nunca imaginei aquilo para mim. E nem quero imaginar.
Agora a pouco, por volta das 22:00 horas, uma amiga me ligou e ficamos conversando. Nem sei porque cargas d'águas comecei a fazer o auto exame das mamas e perdi o chão quando senti um nódulo no meu seio direito. Não acreditei. Toquei, retoquei, apalpei, apertei. E, para meu desespero, ele estava lá - aliás, para minha infelicidade, ele está lá.
Não me recordo de ter sentido isso antes, mas a verdade é que estou sem chão. Pela primeira vez na minha vida estou, de fato, me sentindo perdida. Não sabia e, ainda não sei ao certo, o que fazer. Se eu fumasse, teria acendido um cigarro, tomado um café. Tentei conversar com Deus, mas não gosto de usá-Lo como pronto socorro. Depois de muito chorar, resolvi vir até o computador jogar isso pra fora, lavar a alma. Este troço não vai passar de um carocinho medíocre, um cistozinho de merda que veio só para que eu aprenda a valorizar ainda mais a minha vida e as pessoas que tenho.
Daqui a pouquinho amanhece e vou ao mastologista para uma consulta e pedir uma mamografia. Não será nada. Eu acredito nisso.

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