segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Reféns do Medo

Olá Pessoas!!! Estou cansada de receber bronca dos afetos (e desafetos) que teimam em ligar no meu celular em horário comercial.
Estou cansada de avisar que não levo celular pra rua. E não pensem vocês que não carrego o aparelhinho comigo por excentricidade. A verdade, infelizmente é outra.
A violência em Itabuna está tão horrendamente insustentável que temos que andar sem bolsa, sem, celular, sem relógio -absolutamente sem nada. E creio que não é só aqui na minha cidade, mas também em muitas outras cidades brasileiras.
E o que me assusta, talvez tanto quanto a violência, é a normalidade com que nos acostumamos às coisas ruins. Nos habituamos a viver em um país violento. Achamos normal e não é. O normal seria poder sair às ruas carregando bolsas, joias, celulares, dinheiro e o caralho a quatro!!!
O normal seria deixar meu filho brincar na rua. O normal seria poder perambular pela cidade à noite sem medo de ser assaltada, estuprada ou levar uma bala perdida no meio da fuça. 
E sei que igual a mim existem milhares e milhares de pessoas tendo que se esconder dos criminosos. Enquanto bandidos saem às ruas, cidadãos de bem se trancafiam dentro de casa, numa total inversão de valores, nesse caso de lugar, afinal pressupõe-se que as pessoas que praticam atos ilícitos é que teriam que ficar presas e, não o contrário...
Somos reféns do medo e o poder público não faz porra nenhuma pra barrar esta onda de criminalidades que faz com que nosso país seja mais que uma zona de medo - seja uma zona de guerra meeeeeesmo. 
A situação da violência do Brasil não é só uma questão de polícia ou de revisão de código penal, mais que isso, é uma questão social gravíssima, pois como costumo falar todo e qualquer problema deste país tropical tem sua raiz fincada no seio da desigualdade social. Prende-se dez, mata-se cem e aparecem o dobro e nascem mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e muito mais.... 

Um comentário:

  1. Estamos refém da violência. E o poder publico não faz nada para nós proteger ou não pode mais fazer nada. Tenha uma boa noite.
    Abraços Rafaéle

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