domingo, 10 de março de 2013

Pedreiros Parte Dois

O Zé, meu pedreiro há anos, resolveu me abandonar - o infeliz foi embora para São Paulo. Eu que vivia xingando o coitado até onde não podia mais, hoje sei o quanto dói uma saudade.
Não gosto de argamassa, tinta, rejunte, motivo este que me obriga a fazer as reformas sempre nas férias. E, com o Zé no comando, viajava despreocupada, pois quando chegava o serviço estava na mais perfeita ordem. Satisfação garantida.
Mas ele resolveu me abandonar e tive que contratar um outro pra fazer umas reforminhas nas férias de final de ano. Gentem!!! Ao chegar de Salvador tive vontade de me jogar da ponte com a pedra no pescoço: o infeliz fez exatamente o contrário do que havia ordenado. Que raivaaaaaaaaaaa!!!
Se você mora em São Paulo e ver um pedreiro baiano chamado Zé. mande-o de volta pra Itabuna urgentemente. Não vai ser difícil achá-lo, afinal deve ter apenas meia dúzia de baianos em São Paulo no mesmo ofício e com o mesmo nome.
Um xero!!!


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