sábado, 26 de janeiro de 2013

Adotar é Realmente Tudo de Bom!!!

Olá Pessoas!!! Uma amiga uma vez me falou algo que jamais esqueci: "Até nas flores se vê a diferença de sorte; enquanto umas embelezam a vida, outras enfeitam a morte". E realmente  é a mais pura verdade. Basta olhar ao nosso redor para ver as desigualdades gritantes que existem no nosso país. Até me arriscaria a dizer que todos os problemas sociais que temos, inclusive a violência, estão calcados na desigualdade, sendo agravados pelo vício da corrupção. Mas não venho aqui hoje falar de desigualdade social. Vim falar das diferentes sortes. Se nem as flores escapam, imaginem os pobres animaizinhos. 
Vemos gatos persas sendo comprados a peso de ouro, enquanto filhotes vira latas são deixados ao léu dentro de caixas de papelão aos montes pelas ruas de cidades Brasil afora. Isso é só pra exemplificar.
Um desses sem teto,um cão, apareceu no meu caminho: um vira lata cego de um olho. Ele vivia nas ruas do Centro Comercial, nas proximidades do meu trabalho e a Daniela, minha colega dava comida a ele. Só que era pouco, pois ele precisava de um lar; apenas com um olho era impossível o pobre sobreviver nas ruas. Um dia ele foi jogado longe por um veículo que passava na avenida e só não morreu porque tem um anjo de guarda bem competente.
Tive pena e decidi conversar com mamãe para trazê-lo pra casa, pois já tínhamos dois cães e um gato idoso e, além do espaço físico tinha o problema do trabalho e dos gastos que mais um filhote peludo acarretaria. Bem, decidimos em conjunto trazer a criatura pra casa, embora cheias de receio, inclusive acerca da convivência dele com os que aqui já estavam, principalmente o Sr. Tobias Mendes, um gato idoso, cheio de manhas e birras que se sente o dono do cafofo. 
Depois de uma passada pelo veterinário para banho, vacinas e exames, ele finalmente chegou em casa e demos um nome a ele, Tito que significa "protegido". Descobrimos sua idade aproximada, cerca de dois anos, segundo o veterinário que tomou como base sua dentição. No início, a convivência não foi fácil, pois precisávamos nos adaptar a ele e ele a nós - todos os nossos filhotes chegaram bem  bebês e ele já era um rapaz e tinha seus hábitos, seus costumes. Era como se os outros fossem filhos e ele, o adotado. Tínhamos medo até dele fugir de volta pra rua. 
O levamos novamente ao veterinário e ele foi castrado - todos os meus filhotes peludos o são. E o tempo foi passando e hoje não vejo diferença entre o meu Tito e os outros filhotinhos. Hoje não imaginamos mais como seria a casa sem ele. E tenho certeza que ele também não sobrevive sem nós, pois demonstra isso todo o tempo com carinhos e brincadeiras. Acabaram-se os temores.
Hoje eu estava dando banho nele e pensei em publicar sua história para, quem sabe, incentivar a quem tiver vontade de adotar um bichinho e tiver algum receio. Faça como nós e tome a decisão certa. Garanto que não vai se arrepender.
Tenho quatro filhotes peludos e, cada um tem sua personalidade: O Sr. Tobias é um senhor muito fechado; o Frederico é completamente nervoso e passional, já mordeu várias pessoas e quando viajo ele adoece; o Snoopy é o medroso, tem medo de tudo, até de língua de sogra e o Tito é o desastrado, talvez por ter apenas um olho, vive se batendo nas coisas e derrubando tudo o que tem pela frente. Dia desses se embaraçou numa planta da mamãe e quebrou toda a pobrezinha. Ele veio pra aumentar nossa felicidade. Acreditem, ele nos faz muito bem, tanto quanto fazemos a ele. 
Como diz aquele slogan da marca de ração que meus filhotes adoram: "Adotar é tudo de bom"!





De cima para baixo: TITO, SNOOPY, FREDERICO E SR. TOBIAS

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