segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Matança de Policiais em São Paulo

Olá Pessoas!!! Depois de tanto tempo sumida gostaria muito de voltar trazendo boas novas, contando piadas, dizendo meus costumeiros palavrões, entretanto as últimas notícias me deixam triste por demais.
A gente liga a droga da tv e vê tantas desgraças acontecendo mundo afora que até se sente mal em ser feliz, em estar em paz. Existem pessoas que podem assistir às maiores tragédias humanas e não se deixam abater - pobres criaturas desprovidas de sentimentos e amor ao próximo. Eu do meu lado, sempre que vejo reportagens assim me sinto mal, pois procuro ler nas entrelinhas. E são tantas ultimamente que dariam algumas dúzias de postagens, porém me atentei somente a três e, de tão importantes, farei um post por vez.
Bem, vamos ao primeiro fato: A matança de policiais em São Paulo.
Antes de falar do assunto quero fazer um questionamento: até que ponto veremos atrocidades como esta fazer parte do nosso  dia a dia????? 
Tenho um primo que é policial naquela cidade há muitos anos e lembro que há uns quinze anos atrás, quando eu ainda morava lá, ele sempre ia trabalhar sem fardamento, levava a roupa na mochila  para não ser identificado. Sua farda secava num varal no banheiro para que os vizinhos não soubessem qual era sua profissão. Gentem!!! Sinceramente eu achava aquilo tudo um baita exagero... Hoje fico em pânico todo dia quando vejo o jornal, pois nas últimas semanas é um policial sendo assassinado todo santo dia. No meu egoísmo próprio da mesquinheza humana, acabo sentindo uma ponta de alívio quando vejo que não é o meu primo que virou número de uma triste estatística.
Não quero chover no molhado e falar um monte de merdas na segurança pública daquele estado ou descer o sarrafo na violência e mais um tanto de blá, blá, blá, blá do cacete. Para isso temos os jornalistas e os especialistas na área. Não tô aqui pra falar o que no fundo todo mundo sabe. Simplesmente quero deixar minha indignação, porque muito do que sou devo àquela cidade; lá eu comecei a criar meu filho mais velho, lá eu casei, tive meu pequenucho e lá eu aprendi muito acerca da vida e lá tenho parentes e grandes amigos e é muito triste ver na televisão a guerra civil que se instalou ali. 
Espero sinceramente que esta onda de carnificina acabe o mais breve possível para que o Brasil veja São Paulo como a cidade símbolo de desenvolvimento, trabalho e grandeza que sempre foi, e não como uma terra de ninguém onde morre um policial a cada 24 horas e 10 pessoas por  dia numa monstruosidade sem precedentes.

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