sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ayrton Sena do Brasil

Gentem!!! A mente humana é uma caixinha de surpresas. Acreditam que eu estava aqui analisando as últimas postagens e  desci com o pensamento firme em voltar e passar a receita do bolo que prometi ontem para a Dry. Daí sentei com o meu prato de cereal e vi uma notícia sobre a Fórmula Um, que este ano, pela primeira vez, terá seis ex campeões mundiais na pista. Gentem!!! Sabe o que me veio à memória? O nosso saudoso Ayrton Sena. E, quanta saudade!!! Ele não foi o maior vencedor da categoria,nem o maior recordista ou sei lá mais que picas, mas nenhum outro teve a capacidade de unir o país todo domingo de manhã na esperança de ouvir O Tema da Vitória; nenhum outro tem o carisma do nosso Ayrton. Era apaixonante sua garra. Lembro de uma corrida em que ele fez grande parte da prova com o câmbio quebrado e quando subiu ao podium, seu braço não teve forças para levantar o troféu. Sena era  assim, determinado. Quem não se lembra da célebre frase " o segundo é o primeiro dos últimos " ? Quem, com mais de trinta anos, não lembra o que fazia naquele fatídico domingo, 1º de Maio de 1994? Lembro que eu morava na Rua Souza Lima, no bairro da Barra Funda em São Paulo . Sempre tive o hábito de ligar a tv  e ficar só ouvindo o que passa. Ouvia a corrida, enquanto arrumava o quarto, quando meu filho,então com 4 anos falou : "mamãe o Sena bateu no muro e morreu". Lembro que disse, " não, meu filho, ele não morreu,com certeza ficará bem ". Ele respondeu " não mamãe, ele fez assim com a cabeça"  e fez um gesto com o pescocinho virando-o para o lado. Infelizmente ele tinha razão: O herói brasileiro morria ali, naquela curva, a Tamburello, no autódromo de Imola, na Itália. Sim, herói, pois Sena não era só um desportista, ele representava cada um de nós, brasileiros , quando entrava no seu carro e levantava a bandeira do brasil ao término da corrida. Era uma vitória pessoal de cada um de nós. O Brasil parava aos domingos pela manhã. Quem não viveu essa época, pergunte a alguém que tenha vivido. O seu enterro  parou a nação. Era como se tivéssemos perdido um parente. E perdemos mais que isso: se foi para sempre o nosso Béco e levou consigo nossas manhãs de domingo de Fórmula Um. Eu mesma, perdi o interesse quase que por completo. Nem sei quem foi o campeão da temporada passada. Antes eu conhecia todas as equipes, todos os corredores de Alain Prost, maior rival de Ayrton a Saturo Nakagima e Gerard Berger. Oh saudade. Hoje, talvez, tenhamos grandes pilotos, não sei. Entretanto, um outro ídolo como ele, jamais. Ele é único! E inesquecível!Digo mais, vou além: Ele não representava só nós brasileiros, na verdade,representava cada pessoa que via a corrida. Porque ele corria com o coração e de portugueses a japoneses todos torciam por ele. O piloto das adversidades, imbatível na chuva, como diz meu amigo Pedro de Portugal e seu fã. Ele nos dava esperança de que podíamos vencer, apesar das dificuldades, esta era a lição que passava para cada ser humano. Talvez nem fosse intencional, talvez nem ele mesmo se desse conta de que não era só um grande corredor, mas sobretudo era um  exemplo de vida, de que se pode superar, ir adiante e alcançar a vitória. Ele veio deixou sua lição , voltou para os braços do Pai e nos deixou órfãos. Que falta que você nos faz!
Dry a receitinha do bolo, prometo que posto amanhã. Palavra da Titia.
Um xero pra todos vocês.

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